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Como nasce um escritor brasileiro.

Quando alguém se auto intitula escritor, a jornada do herói tem início. Um escritor vai deixar de ser uma pessoa comum. Será visto por muitos como um encantado, alguém que recebeu um dom especial de contar histórias. Os grandes contadores de histórias, ao longo de todo desenvolvimento da humanidade sempre tiveram lugar de honra nas primeiras filas de atenções dos corações famintos por sabedoria, romance, terror ou aventura.

Mas quando uma pessoa comum como eu, que trabalhou a vida toda numa empresa para sustentar a família e os sonhos de viagens, carro zero, casa própria, etc., resolve ser escritora... aí meu amigo, a coisa pega!

Contar histórias parece um dom, e na maioria das vezes é mesmo. Mas muitas boas técnicas podem alavancar um pobre mortal sem habilidade ao patamar de escritor bem sucedido, basta que ele tenha uma história que mereça ser contada e, convenhamos, todo mundo tem uma na família, na escola ou na vizinhança.

Por isso, me aventurei. Na minha família, sentar à volta da mesa e contar histórias, quase sempre pavorosas e fantasiosas, era um passatempo comum. Minha família, como a maioria dos belo-horizontinos de minha geração (1962), veio do interior para a Capital em busca de progresso e aqui fincou suas raízes e suas histórias. Eu já nasci por aqui e por aqui me criei, estudando em escolas públicas de fazer inveja às boas escolas particulares de hoje em dia.

Cresci brincando na rua com a molecada. Rouba bandeira, Mãe da Rua, Passa Anel, Queimada, Pula Elástico, Teia de Barbante...eram tantas brincadeiras divertidas a exercitar nossas mentes e pequenos músculos que quando vi, num piscar de olhos já não era criança e precisava trabalhar.

Meu pai se foi cedo demais, aos 57 anos num enfarto fulminante e as responsabilidades não esperam a gente crescer, elas empurram a gente pra frente aos trancos e barrancos. Foi bem assim meu início profissional. Mas Deus não dorme, como diz minha mãe, e colocou no meu caminho um bocado de gente boa e inspiradora ao lado das quais passei 34 anos de muito trabalho, aprendizado e realização.

Sou publicitária de formação, e escrever para sensibilizar as pessoas foi a habilidade que precisei desenvolver e hoje me é especialmente útil, embora escrever romances é outro "babado", como diria minha irmã mais velha, e é mesmo.

Tenho me empenhado em aprender coisas sobre as quais não tinha muita curiosidade, A quantidade de expressões estrangeiras é particularmente constrangedora: Stori Telem, trailer, trend, reels, story, feed, release, briefing, design, uma infinidade atordoante de aprendizados.

A minha total ignorância sobre bastidores das redes sociais veio unir-se ao desconhecimento sobre leis autorais, criação de códigos descritos por cifras sem fim - ISBN - ISQN - CNPJ - Código de Barras, verdadeiros sumidouros de paciência, tempo e dinheiro.

Se você não sabe fazer, pague para quem sabe. Faça isso. É o melhor mesmo, digo com experiência! Tentar fazer o site sozinho pode até parecer fácil, mas não é. Peça ajuda, mas busque junto a pessoas que já fizeram a jornada. Existe muita picaretagem no mercado editorial brasileiro. Há de tudo um pouco, levando-se em conta a criatividade do brasileiro para passar o outro para trás.

Parei de apanhar fazendo um curso sério com profissionais de verdade. Isso mudou até mesmo minha maneira de escrever e trouxe um pouco de paz ao meu caos de escritora iniciante.




Outra opção foi contratar um Agente Literário. Confesso que no início fiquei bem cabreira, era mais uma despesa, mas tem valido a pena contar com as orientações e cuidados do Marcelo Pereira Rodrigues. Contratei designs criativos, corretores ortográficos profissionais para meus segundo livro e vi o resultado.

Portanto, se você está iniciando, busque cercar-se de pessoas sérias e profissionais que possam conduzi-los a uma carreira promissora, mesmo que tardia, como é meu caso. Mas isso não me entristece, foi preciso muito tempo para colecionar todas as lindas histórias que tenho para contar.

No dia 8 de março, lanço meu segundo romance - A Ascensão de Alice, repleto de emoções do universo feminino. Quanto eu o escrevi, confirmei que meu destino é mesmo contar histórias. Mas eu já desconfiava!


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